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Melbourne em fotografias!

18 de March de 2008

Melbourne é uma metrópole que para Europeus sempre parece algo estranha. É composta por um centro teoricamente muito organizado, pois compõem-se de ruas paralelas e perpendiculares a que carinhosamente chamam “a grelha”. Isto condensado dentro de um rectângulo de 3×2 km! Porém, neste (des)organizado rectângulo encontra-se muito e muito interessante! O resto desta cidade são subúrbios à moda Australiana… terrível coisa… é preciso nascer aqui para gostar de tal fenómeno!

Ficam então umas fotos daquilo que está dentro “da grelha” e nas cercanias!

Melbourne Museum & Royal Exibition Building

O Melbourne Museum à esquerda (Vossa!) e o Royal Exibition Building à direita. Moderno versus histórico. A 3 minutos da minha porta!

REB fountain versus skyscraper

Fonte que adorna a fachada do Royal Exibition Building nos Carlton Gardens (decorada com ornitorrincos e tudo!) versus um arranha-céus. Eles que dominam o centro de Melbourne.

Victoria Parliament and Tram

O Parlamento do Estado de Victoria versus um dos eléctricos cá da terra! Esta foto poderá parecer estranha na luminosidade. Passo a explicar. O sol nasce por detrás do parlamento, reflecte nos arranha-céus e ilumina este antigo edifício de uma forma algo surreal… só visto. Mas tem que ser às 7 da matina!

3 homens em Swanston Street

Estes são três bem conhecidos homens que eternamente esperam para atravessar a rua na esquina das famosas Swanston Sreet e Bourke Street. Melbourne está repleta de arte pelas suas ruas… mas estes três de fato, à espera junto ao semáforo… são especiais!

Cúpula de Flinders Street Station versus Eureka Tower

Mais uma vez o histórico em oposição ao recente. Cúpula da estação de comboios de Flinders Street com a Eureka Tower em segundo plano. A Eureka Tower é o edifício residencial mais elevado do Hemisfério Sul e também o mais elevado de Melbourne.

Centre Place, Melbourne.

E mais uma vez… Centre Place, um dos meus locais favoritos nesta bela cidade que é Melbourne.

Sentado no varandim!

19 de November de 2007

Porque é isso mesmo que estou a fazer…

Tenho dispensado demasiado tempo a pensar escrever “algo decente”. Tendo em conta que tal opção não está a funcionar… vou limitar-me a expor as “maravilhas” de viver num outro país. Bom, tal sob a forma de uma breve discrição do que se passa neste preciso momento, em que escrevo, claro.

Sentado num pequeno caixote do lixo metálico, com uma almofada a acrescentar conforto, portátil numa cadeira em frente. Tudo isto num varandim que dá para o jardim da casa, nas traseiras. Ouço uma mistura do primeiro álbum dos Madredeus (Os dias da Madredeus) e Wikked Lil’ Grrrls de Esthero… não perguntem porquê. No telhado temos aquilo a que eu chamaria uma fábrica, ou pelo menos o ruído faz juízo à sugerida designação. Na realidade é o ar condicionado… central. Como isto é um país “rico” aqui na barraca o pessoal tem ar condicionado e aquecimento, ambos centrais. Dá jeito… mas tende a ser um verdadeiro DESPERDÍCIO DE ENERGIA. Mas durante o dia esteve um calor dos diabos. Neste momento (meia-noite) diz o BOM que estão uns 25 º C. Lá dentro estão bem mais…

E aqui estou eu a olhar uma árvore que creio ser nativa desta ilha e que pela manhã, pelo menos agora que está em flor, é o poleiro e provedor de pequeno-almoço para muitos papagaios. É uma visão que ainda não consegui tornar rotineira. Sempre que os observo delicio-me como um miúdo no zoológico. Encantadores e livres estes coloridos papagaios. Pela noite vagueio até aos eucaliptos e o pessegueiro que temos aqui no “quintal”. E lá estão eles, os Possums. Mais uma vez é algo que não vejo forma de assimilar como rotina… sai-me outra vez a expressão de catraio no zoo. Estes animais estavam aqui antes de todas estas casas do dito “sonho Australiano” estarem… e seguirão. Nocturnos e marsupiais, adaptam-se. Há que sobreviver. E, a esse propósito, os pêssegos nunca amadurecem. Os Possums devoram-nos antes que tal aconteça!

E amanhã trabalha-se. E é para trabalhar que estou neste país, ou pelo menos assim o diz o visto do departamento de imigração. Termino então o chá Japonês que me foi oferecido por Hiro Ikeda em Nara, e penso nas cigarras barulhentas que por Melbourne começam a veranear, já que o calor convida. Recordam-me os pinhais e o Verão na minha terra, e também Tóquio.

Que contraste… Tóquio e a Caxaria.

33/19

23 de October de 2007

Desabafo climatérico:

Ontem foram 33° centígrados a par de uma humidade estilo sauna! Óbvio… o pessoal adormeceu com o ar condicionado a funcionar…
Hoje foi um máximo de 19° centígrados e…. chuva!

Para quem desconhece, em Melbourne a natureza fala assim!

A grande estrada oceânica!

29 de June de 2007

A última vez que me dignei manifestar-me no meu próprio espaço foi há cerca de 11 dias! Bastante tempo ah… pelo menos para o mundo “argonáutico”! Uma mistura de actividade social e trabalho levaram a que assim fosse.

Entre variadas coisas tive o privilégio de percorrer parte da tão afamada Great Ocean Road! Uma delícia para os olhos, para a alma e para os pulmões… tanto verde!

Deixo então uma foto, a minha pessoa, Alisdair, Kristian e Maria. As maravilhas do Couchsurfing!

Arco da Great Ocean Road!

Tiroteio no Centro de Melbourne!

18 de June de 2007

Melbourne, hoje!

Vídeo… em Inglês!

Outro… na BBC!

Enfim! Não temam… estou vivo e de boa saúde!

Hoje, após ter saído de um clube nocturno com uma mulher, um indivíduo decidiu arrastá-la pelo cabelo para fora do táxi onde se deslocavam e disparar algumas balas! Naturalmente não foi crime aleatório. Crê-se que ambos se conheciam bem. Dos dois homens que tentaram ajudar a malfadada mulher, um está morto e o outro, tal como a mulher, em estado grave no Hospital!

Em memória de quem lutou…

16 de June de 2007

The Shrine of Remembrance é uma homenagem à memória dos Australianos que lutaram na Primeira Guerra Mundial, bem como aos que participaram noutros conflitos e missões de paz desde então. Uma tradução possível seria algo como O Templo da Memória. Um pouco como o Túmulo do Soldado Desconhecido.

Deste local podemos deleitar-nos com uma agradável vista sobre o centro da cidade já que o Templo está orientado para uma das principais vias do centro de Melbourne, a Swanston Street!

O silêncio domina. Sente-se um áurea de respeito por quem lutou e por quem lutando morreu. Por uma causa sim… e ocorrem-me os Portugueses que lutaram e os que lutando morreram nessa inútil Guerra que foi a do Ultramar, Esse Vietname Português. Que não Os esqueçamos.

Shrine of Remembrance

Vista desde The Shrine of Remembrance.

Fotos do outro (lado do) mundo!

15 de June de 2007

No outro dia conversava com o Diogo (Sôr Comandante) e pelo meio veio a sugestão de simplesmente colocar algumas fotos daquilo que se vê deste lado do planeta! A minha irmã também já havia sugerido…

Deixo então uma foto para abrir o apetite. Mais se seguirão.

E, aquela que escolho retrata um dos locais que gosto e que recomendo no centro de Melbourne. Talvez porque permite uma fuga ao corre-corre da vida no centro, porque é diverso num espaço algo exíguo e quase que se sente uma brisa de Europa no ar (pelo menos eu sinto :), vá lá saber-se porquê!)! Não é local único. Várias são as vielas que Melbourne oferece e que eu definitivamente recomendo.

Aqui fica Centre Place.

Centre Place

Dia de Camões em Melbourne

11 de June de 2007

O Dia de Camões. História de um Símbolo Nacional

No século XIX, estabeleceu-se que a data do falecimento de Camões teria ocorrido a 10 de Junho de 1580. O responsável por isso foi o visconde de Juromenha que descobriu, na Torre do Tombo, um documento onde era mencionada a quantia a que a mãe do poeta, D. Ana de Sá, tinha direito após a morte do filho, cuja data era indicada. As celebrações nacionais do tricentenário da morte do épico, em 1880, pelo impacto que tiveram na sociedade da época e pelo rasto que deixaram para a posteridade, inscreveram o dia nos fastos da memória republicana e nacional.
A monarquia constitucional não voltaria a comemorar a data. Foi a primeira vereação republicana da Câmara de Lisboa que decidiu transformá-la em feriado do município de Lisboa e num dia especialmente celebrado na capital do país. Ao sabor das vicissitudes políticas e da instabilidade da Primeira República portuguesa, o 10 de Junho foi comemorado durante vários anos, num misto de celebração laica e republicana, dominada pelo grande ideal da Instrução Pública, e de arraial popular, dada a proximidade dos festejos do Santo António.
Somente em 1925, na sequência das comemorações do quarto centenário do nascimento do poeta (também festejado na data da morte, por se desconhecer a do nascimento), é que a data foi consagrada como Festa de Portugal. Mas foi a Ditadura que, finalmente, a instituiu como feriado nacional. O Estado Novo manteve o feriado que, depois de um período de esmorecimento, foi recuperado no quadro da mística imperialista do regime e das comemorações do sacrifício de sangue que os soldados portugueses estavam a fazer nas guerras de África. A designação oficial continuou a ser de Dia de Portugal, mas a retórica vigente recuperou uma expressão já utilizada na comemoração do centenário em 1924, o Dia da Raça. A expressão não tinha um único sentido e tem de ser lida nos contextos em que foi utilizada para se perceber os vários significados que lhe foram atribuídos.
Depois do 25 de Abril, de 1974, num quadro democrático e pós colonial, o dia 10 de Junho manteve-se como um dos mais importantes feriados nacionais. A designação foi alterada para Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. A celebração perdia o cunho imperial, mas não deixava de evocar a Diáspora dos Portugueses pelo mundo. O dia 10 de Junho e o Príncipe dos Poetas mantêm-se, assim, como um dos mais perenes símbolos da nação portuguesa.”

Maria Isabel João
(U. Aberta/ CEMRI)
Fonte: Clica aqui

Naturalmente eu não teria clarificado melhor as origens e razões deste tão especial dia.
Ontem, 10 de Junho de 2007, por pura coincidência uma pessoa de origem Índia informou-me deste “Portuguese Festival”! Inicialmente fiquei algo estupefacto, mas ao mesmo tempo seguro da lógica… afinal era o Dia de Camões, esse mesmo a quem tanto a Índia encantou!!

E foi nas Docklands que o evento decorreu. Um espaço similar ao Parque das Nações, em Lisboa. E também isso ajudou a reavivar a memória. Admito que o acontecimento me deixou algo espantado! Desde as filas desorganizadas para comprar comes e bebes, o pessoal a saltar a fila e a sacar comida pela evocação de compadrios, o estereótipo do Português cinquentão de bigode e barriguinha da felicidade… sem dúvida aquela tenda gigante era tão Portuguesa quanto Português se pode ser! A música popular no ar (pimba pois!), o caldo verde, os rissóis, a broa e as sardinhas, farturas, bifanas, feijoada, o Monte Velho mais a Sagres, Super Bock e Coral, pastéis de nata, pastéis de feijão, um mar de verde e vermelho, e o Inglês de Portugal: “Escuse mi.”, o embaixador de Portugal na Austrália com o seu discurso à 25 de Abril: “Senhor presidente da Asso… Esposa, Cavalheiros, Senhores, Senhoras, Gatos e Répteis, é com prazer…”, o terminar com o Rancho a dançar umas modas… e eu sei lá que mais…

Ontem, a 18000 km de distância e sem apanhar um avião, estive em Portugal por umas boas horas!!

Assim se começa!

4 de May de 2007

Hoje decidi que, definitivamente, começaria o meu jornal! Ou, em termos técnicos, o meu Blog. Inspiração: marmelada.

Estando eu a cerca de 18000 km de distância de Portugal coloca-se a óbvia questão de como comunicar. Naturalmente mantenho contacto constante e frequente com a minha família. Porém… e os amigos, conhecidos ou simplesmente curiosos? De forma intermitente mantenho contacto com algumas pessoas. Contudo não é tarefa fácil de cumprir.

Desde que deixei Portugal em 2003 rumo ao Reino-Unido que a Internet se tornou uma parte integrante do meu dia-a-dia. A facilidade com que posso aceder às últimas notícias sobre Portugal, o Mundo. A possibilidade de usufruir de ferramentas que, de outra forma, desconheceria. Sejam eles mapas, enciclopédias, fóruns de informação, e tanto mais. O correio electrónico, esse monstro da comunicação que tanto afasta como aproxima. E os blogs… essa espécie de diário em linha que todos podem consultar. Esse jornal pessoal mas também colectivo, no qual um pode partilhar, potencialmente, com todo o ser humano que disponha de uma ligação à Internet. Enquanto vivi no Reino-Unido ocorreu-me a possibilidade de um blog. Porém tal nunca foi avante.

Agora, aqui, na Austrália, a 18000 km de distância… um blog, essa gazeta, tornou-se mais desejável. Todavia somente 5 meses após a chegada escrevo. Um blog é como que um papiro em praça pública. Pode ser ignorado ou pode ser “demasiado” requisitado. Sendo pessoal é difícil delinear fronteiras. Onde parar, por onde começar, o que escrever. Podem ferir-se susceptibilidades. Pode ser-se inconscientemente indelicado. Pode ser-se mal-entendido, mal interpretado. Um pode expor-se demasiado. Tudo isto tive que ponderar. Uma pessoa trouxe alguma inspiração. António Rebordão. A ele um bem-haja.

Decidi que iria blogar. Pesquisei possibilidades. E apesar de haverem vários serviços gratuitos que permitem qualquer um criar o seu blog a minha opção foi outra. Comprei o meu próprio domínio. E nele criei o subdomínio onde escrevo este jornal/blog. Se bem que já lá vai algum tempo desde que tal aconteceu somente hoje me senti inspirado a começar… e tudo por causa da marmelada. No caminho do trabalho para casa deparei-me há umas semanas com um marmeleiro! Um marmeleiro em plena Melbourne suburbana! Divinal. Na Caxaria há poucos marmeleiros tão bonitos como este. E os dias foram passando. Sempre que passava por lá os marmelos estavam na mesma. Mas sendo um jardim privado… pensei que os donos lhe dariam uso. E os dias a passar. Finalmente ganhei coragem, bati à porta e perguntei se poderia levar alguns marmelos. Resposta: Claro, leva um par deles. Estava escuro… e eu optei por trazer 5 em vez do tal par! É que com um par não se faz muita marmelada;)

Hoje. Marmelos, açúcar, baunilha, pau de canela e água. Fez-se: marmelada e geleia. A minha adaptação daquilo que várias vezes vi a minha querida Mãe fazer e, claro, umas consultas na net. A saudade apertou. E decidi escrever. Bendita marmelada.

Geleia & Marmelada