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Um ano depois… Uma semana em Portugal, duas costelas partidas, e casa nova!

11 de December de 2007

Após um ano (menos 2 dias) neste país que é a Austrália lá rumei a Portugal para matar essa coisa tão Portuguesa a que chamamos Saudade. Fui de surpresa por que é melhor e dá mais pica! Não houve ataques cardíacos nem desmaios… mas quase… é que eu já não fazia a barba havia dois dias e, entre voos, comboios e autocarros, estava em viagem quase há 50 horas! Mas não há nada como a nossa casa. O problema é quando se tem duas… como eu com a Caxaria e o Planeta Terra ;) Em resumo foram 6 dias cheios de coisas boas.

De regresso a Melbourne trabalhei dois dias, em preparação para 5 dias de folga em que trataria pacificamente da transição entre a presente e a futura casa/morada. Contudo e porque há que dificultar as coisas, neste Sábado lá decidi voar por umas escadas abaixo… e fica a fotografia:

Raios X

Veremos então em quanto me vai ficar o voo pois aqui tenho seguro que me dá cobertura em caso de…. não sei bem o quê… Desta forma os 5 dias de folga passaram a ser 10 dias de baixa e naturalmente menos dinheiro na conta… Mais uma experiência “enriquecedora”.

Mas a emoção da mudança para uma área mais central (na cidade de Melbourne) não esmoreceu! Como vou dizendo por aqui: “Prefiro estar a 20km do trabalho do que a 20km do centro.” E então a futura morada é em Chummie Place, mesmo por detrás da Lygon Street! Perdão, da afamada Lygon Street, o suposto Bairro Italiano! Hummm… ou será afamadíssima??

O Natal chegou mais cedo!

29 de November de 2007

Facto é que na Caxaria estará até ao dia 1 de Dezembro uma prendinha com dois braços e duas pernas (Viva a falta de modéstia!)! Essa prendinha responde a vários nomes dependendo do local onde se encontre e com quem se encontra! João para uns, Toni para outros. Há quem lhe chame Grilo, uns mais diriam Jo, Joe, Joa… enfim… Em termos legais a coisa vai assim: João António Dias Grilo.

O catraio quis fazer uma surpresa e a coisa correu bem. Tendo um bilhete de ida e volta para a terra dos cangurus cuja validade eram 12 meses, surgiu a necessidade, ou de deixar ir e perder esse mesmo bilhete, ou de o utilizar à custa de um outro adquirir (para poder regressar, claro). Esse outro custaria (e custou) uns bons dólares e o tempo para permanência seria reduzido. Mas família só há uma, a minha e mais nenhuma. Por isso perdoem-me os meus amigos, sobretudo os que vivem mais distantes, porque a muitos não verei. Esta curta estadia será dedicada a esses que já referi: a minha família.
Aqueles que puderem e quiserem encontra-me-ão na Caxaria, essa bela e desconhecida terriola!

Ah! Home sweet home!

Saudoso Borralho

15 de May de 2007

Hoje li que Melbourne bateu o record de 1968 com muito baixa pluviosidade… nada de surpreendente numa seca que se prolonga, dizem, há 10 anos! Mas não quero dar seca e refiro-me a estas estatísticas simplesmente porque, curiosamente, lá fora chove! Não é torrencial, mas chove de forma continua e levemente sonora. Essa agradável melodia da chuva chega-me aos ouvidos e automaticamente os meus olhos buscam uma lareira na qual contraste o crepitar da madeira a consumir-se. Mas nada… pelo menos nada de lareira em pleno uso das suas capacidades. O quarto que me “pertence” foi adaptado de um salão de estar, pelo que a lareira está aqui. Pequena e acanhada tão próxima do soalho alcatifado… temo usá-la. Sobretudo porque a lareira é lugar de comunhão.
Lareira, o borralho, esse irradiador de calor que trás conforto e proximidade. Essa coisa funcional e vivente que é o ponto de encontro da família, que é testemunha. Esse aquecedor imóvel que há que partilhar. Que nunca nos deixa ficar mal… haja lenha!

Lareira

Se tendes uma lareira, fazei bom uso da mesma… é uma dádiva!