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O que se é….

23 de March de 2008

Faço.
Penso.
E, fazendo aquilo que penso
ser de minha vontade fazer,
faço a vontade dos outros por extenso
pensando que faço o querer do meu ser.
E os outros, julgando-me de um querer pretenso,
e aquilo que querem querer contradizer,
estupidamente julgam que meu ser imenso
original se faz na vontade e no querer.
Não vêem pois (o nevoeiro é denso)
que aquilo que faço é o que me dizem para fazer.

Como muitos outros atravessei uma fase da poesia… tinha 16 anitos. Dos muitos maus escritos apenas um mantive comigo. Para bom entendedor meia palavra basta. A par desta modesta estrofe recomendo a leitura do seguinte:

Cogitações: Quebrar as correntes/algemas da ilusão I

Cogitações: Quebrar as correntes/algemas da ilusão II

Ténis!

5 de February de 2008

Janeiro já lá vai… mas não foi nem ainda há duas semanas que decorreu o Open da Austrália. O grande vencedor foi Novak Đoković que arrebatou o título de singulares masculinos enquanto que o de singulares femininos mereceu-o a visualmente agradável Maria Sharápova!

Ser um espectador no Open da Austrália não implica muitos custos caso se resida em Melbourne. O bilhete mais básico pode ser adquirido por uns meros 29 dólares. Os nativos fluem em massa para este evento… adoram-no. Como estas duas jovens a presenciar o serviço da Francesa Amelie Mauresmo.

Gémeas do Ténis

Ser um dos jogadores é uma realidade diferente. Nos torneios mais prestigiados há muito dinheiro em jogo. No Open da Austrália são 20 milhões de dólares, 1 milhão para o vencedor da final. Mas não se chega a um Slam somente com 29 dólares. Não existe tal coisa como um tenista auto-didacta. O ténis não é um desporto democrático, implica custos elevados e também progenitores algo visionários. Daí que haja o desporto rei… nem é preciso ter uma bola, basta ter algo parecido!

Todavia não nego que seja agradável de presenciar. E, caso não saibam, em Abril Federer estará em Portugal, no Estoril Open.

Quase que me esquecia!

25 de January de 2008

Para o olho pouco experienciado poder-se-ia dizer que me havia esquecido desta “preciosidade” que é o meu blog!! Porém não é problema de memória! Criei este jornal para que me sirva e não o contrário… e assim sendo tenho dirigido a minha atenção para outras direcções. Estar a menos de 2km do centro de Melbourne trouxe novas possibilidades… imensas de facto!!

Assim, o meu tempo tem sido dividido entre o trabalho a 20 km de casa e a diversão, amigos e actividades a 2km!

O Verão está no seu pico como o Inverno está no seu pela Europa! O Open da Austrália ao rubro… as actividades ao ar livre a multiplicarem-se… as longas noites a fazerem convites descarados… enfim! Uma espécie de intoxicação de entretenimento.

Entretanto este Sábado é o Dia da Austrália! Veremos se consigo vislumbrar as comemorações apesar de estar a trabalhar nas próximas noites!

Amizade

4 de June de 2007

Lembro-me de uma fase da minha vida em que me deu para escrever poemas. Isto tudo devido à sugestão que encontrei num dos manuais de Português do meu décimo ano na secundária. Sugestão essa na direcção de escrever um soneto. Era o professor da dita disciplina o Mohâmede Cabra (acho que é assim que se escreve) e, era a fase a plena adolescência. Tudo o que era experimentar ou possibilidade de exprimir o que ia por dentro, que viesse!

Soneto é algo deveras difícil de escrever. Não só é poesia, é poesia com regras. O sabor do conteúdo espelha-se numa estrutura pré-definida e largamente testada. Naturalmente não posso deixar de admirar Camões, Florbela Espanca, Pessoa… há que adequar a mensagem a uma composição algo restritiva. Aqui surge o mestre. Naturalmente creio que a minha tentativa foi algo infrutífera e, o amor próprio de um adolescente levou a que não partilhasse tal escrito com mais do que um par de pessoas…

Comecei com o soneto tentado e segui com outras estrofes e rimas. Os versos que fui escrevendo nessa fase muito atentavam na qualidade. Todavia creio que auxiliaram a cimentar ideias. Uma dessas ideias era a de que a Amizade é um dos sentimentos mais fortes e duradouros que existem. Uma ideia que me acompanha desde então e que se foi fortificando com o tempo e com a experiência.

Amigos. Pessoas com quem se partilha algo, com quem há sincronia. Seja uma história, sejam ideologias, formas de estar e outras coisas mais. Pessoas juntos das quais… vá lá saber-se porquê, sabe bem estar. Como se fossem a família com quem somente não se partilha o sangue.

E, os meus amigos, compreender-me-ão quando digo que é agora, distante, estando no caminho que creio ser o meu, que lhes sinto mais a falta.

Para os meus amigos… porque há flores que não perdem o viço.