Arquivo da Categoria ‘blog’

Sentado no varandim!

19 de November de 2007

Porque é isso mesmo que estou a fazer…

Tenho dispensado demasiado tempo a pensar escrever “algo decente”. Tendo em conta que tal opção não está a funcionar… vou limitar-me a expor as “maravilhas” de viver num outro país. Bom, tal sob a forma de uma breve discrição do que se passa neste preciso momento, em que escrevo, claro.

Sentado num pequeno caixote do lixo metálico, com uma almofada a acrescentar conforto, portátil numa cadeira em frente. Tudo isto num varandim que dá para o jardim da casa, nas traseiras. Ouço uma mistura do primeiro álbum dos Madredeus (Os dias da Madredeus) e Wikked Lil’ Grrrls de Esthero… não perguntem porquê. No telhado temos aquilo a que eu chamaria uma fábrica, ou pelo menos o ruído faz juízo à sugerida designação. Na realidade é o ar condicionado… central. Como isto é um país “rico” aqui na barraca o pessoal tem ar condicionado e aquecimento, ambos centrais. Dá jeito… mas tende a ser um verdadeiro DESPERDÍCIO DE ENERGIA. Mas durante o dia esteve um calor dos diabos. Neste momento (meia-noite) diz o BOM que estão uns 25 º C. Lá dentro estão bem mais…

E aqui estou eu a olhar uma árvore que creio ser nativa desta ilha e que pela manhã, pelo menos agora que está em flor, é o poleiro e provedor de pequeno-almoço para muitos papagaios. É uma visão que ainda não consegui tornar rotineira. Sempre que os observo delicio-me como um miúdo no zoológico. Encantadores e livres estes coloridos papagaios. Pela noite vagueio até aos eucaliptos e o pessegueiro que temos aqui no “quintal”. E lá estão eles, os Possums. Mais uma vez é algo que não vejo forma de assimilar como rotina… sai-me outra vez a expressão de catraio no zoo. Estes animais estavam aqui antes de todas estas casas do dito “sonho Australiano” estarem… e seguirão. Nocturnos e marsupiais, adaptam-se. Há que sobreviver. E, a esse propósito, os pêssegos nunca amadurecem. Os Possums devoram-nos antes que tal aconteça!

E amanhã trabalha-se. E é para trabalhar que estou neste país, ou pelo menos assim o diz o visto do departamento de imigração. Termino então o chá Japonês que me foi oferecido por Hiro Ikeda em Nara, e penso nas cigarras barulhentas que por Melbourne começam a veranear, já que o calor convida. Recordam-me os pinhais e o Verão na minha terra, e também Tóquio.

Que contraste… Tóquio e a Caxaria.

O João vai ao Japão!

30 de August de 2007

Bom, se tem sido mau, agora vai ser pior… mais três semanas em que me ausentarei do “blogospaço”!

A vida é dura… um gajo tem que viajar!

Blogomania contamina família Grilo!!!

17 de June de 2007

Apesar da distância a enfermidade já contaminou mais um membro da minha família… e logo a mais novinha!!

A Mana!

Algo de Novo, assim se chama o espaço. Já começou, por isso vão dar uma vista de olhos!

Bons escritos Mana!

Assim se começa!

4 de May de 2007

Hoje decidi que, definitivamente, começaria o meu jornal! Ou, em termos técnicos, o meu Blog. Inspiração: marmelada.

Estando eu a cerca de 18000 km de distância de Portugal coloca-se a óbvia questão de como comunicar. Naturalmente mantenho contacto constante e frequente com a minha família. Porém… e os amigos, conhecidos ou simplesmente curiosos? De forma intermitente mantenho contacto com algumas pessoas. Contudo não é tarefa fácil de cumprir.

Desde que deixei Portugal em 2003 rumo ao Reino-Unido que a Internet se tornou uma parte integrante do meu dia-a-dia. A facilidade com que posso aceder às últimas notícias sobre Portugal, o Mundo. A possibilidade de usufruir de ferramentas que, de outra forma, desconheceria. Sejam eles mapas, enciclopédias, fóruns de informação, e tanto mais. O correio electrónico, esse monstro da comunicação que tanto afasta como aproxima. E os blogs… essa espécie de diário em linha que todos podem consultar. Esse jornal pessoal mas também colectivo, no qual um pode partilhar, potencialmente, com todo o ser humano que disponha de uma ligação à Internet. Enquanto vivi no Reino-Unido ocorreu-me a possibilidade de um blog. Porém tal nunca foi avante.

Agora, aqui, na Austrália, a 18000 km de distância… um blog, essa gazeta, tornou-se mais desejável. Todavia somente 5 meses após a chegada escrevo. Um blog é como que um papiro em praça pública. Pode ser ignorado ou pode ser “demasiado” requisitado. Sendo pessoal é difícil delinear fronteiras. Onde parar, por onde começar, o que escrever. Podem ferir-se susceptibilidades. Pode ser-se inconscientemente indelicado. Pode ser-se mal-entendido, mal interpretado. Um pode expor-se demasiado. Tudo isto tive que ponderar. Uma pessoa trouxe alguma inspiração. António Rebordão. A ele um bem-haja.

Decidi que iria blogar. Pesquisei possibilidades. E apesar de haverem vários serviços gratuitos que permitem qualquer um criar o seu blog a minha opção foi outra. Comprei o meu próprio domínio. E nele criei o subdomínio onde escrevo este jornal/blog. Se bem que já lá vai algum tempo desde que tal aconteceu somente hoje me senti inspirado a começar… e tudo por causa da marmelada. No caminho do trabalho para casa deparei-me há umas semanas com um marmeleiro! Um marmeleiro em plena Melbourne suburbana! Divinal. Na Caxaria há poucos marmeleiros tão bonitos como este. E os dias foram passando. Sempre que passava por lá os marmelos estavam na mesma. Mas sendo um jardim privado… pensei que os donos lhe dariam uso. E os dias a passar. Finalmente ganhei coragem, bati à porta e perguntei se poderia levar alguns marmelos. Resposta: Claro, leva um par deles. Estava escuro… e eu optei por trazer 5 em vez do tal par! É que com um par não se faz muita marmelada;)

Hoje. Marmelos, açúcar, baunilha, pau de canela e água. Fez-se: marmelada e geleia. A minha adaptação daquilo que várias vezes vi a minha querida Mãe fazer e, claro, umas consultas na net. A saudade apertou. E decidi escrever. Bendita marmelada.

Geleia & Marmelada