O que se é….
Faço.
Penso.
E, fazendo aquilo que penso
ser de minha vontade fazer,
faço a vontade dos outros por extenso
pensando que faço o querer do meu ser.
E os outros, julgando-me de um querer pretenso,
e aquilo que querem querer contradizer,
estupidamente julgam que meu ser imenso
original se faz na vontade e no querer.
Não vêem pois (o nevoeiro é denso)
que aquilo que faço é o que me dizem para fazer.
Como muitos outros atravessei uma fase da poesia… tinha 16 anitos. Dos muitos maus escritos apenas um mantive comigo. Para bom entendedor meia palavra basta. A par desta modesta estrofe recomendo a leitura do seguinte:
Cogitações: Quebrar as correntes/algemas da ilusão I
Cogitações: Quebrar as correntes/algemas da ilusão II
23 de March de 2008 at 23:01
Está excelente! Parabéns! Ainda não li os artigos que indicaste mas irei fazê-lo.
Abraços e que a saga continue!
1 de April de 2008 at 8:16
A nostalgia apodera-se de nós de vez em quando… o que é bom! Sinal de boas memórias e de bons momentos, como me parece ter sido aquele em que escreveste aqueles versos…
Só mesmo o José Gil para os decifrar!
Gostei.
Um abraço, também ele nostálgico dos bons momentos passados, como uma caminhada algures na Lousã, estou agora a lembrar-me…
4 de April de 2008 at 4:03
acho que disseste nalgumas linhas o que o David Eduards precisou de 10 paginas para dizer. No entanto, acho que estão ambos certos, incluindo a conclusão dele…mas é dificil fazê-lo! ou será que não?
Um beijinho
5 de April de 2008 at 7:08
no dia que publicares um livro, eu estarei lá!;)
16 de April de 2008 at 7:46
netinho… fiquei emocionada… estes teus períodos de introspecção estão a apurar o sentido de escrita… realmente leva-nos a lembrar belos momentos de convívio.. como aquelas férias em la manga…ai..ai.. beijinhos fofos e abraços apertados de saudade
27 de April de 2008 at 5:58
Gostei do teu Blog. Parabéns.
Tenho uma verdadeira paixão por conhecer a Austrália, por algum motivo, que eu não consigo perceber qual, sinto-me desde criança muito atraído por esse país / Continente. Por este motivo é sempre bom saber como é a realidade australiana vista através dos olhos de um conterrâneo.
A propósito, de onde és? Pergunto porque embora eu seja do Porto a minha é família materna é de Coimbra e tem o sobrenome Grilo. Acho que é um sobrenome bastante incomum. Não?
Um Abraço,
Marcelo.
25 de June de 2008 at 7:42
Alimenta o blog!!!
Já lá vai algum tempo e não dizes nada para aqui!
Uma fotos, do deserto australiano…