O que se é….

Faço.
Penso.
E, fazendo aquilo que penso
ser de minha vontade fazer,
faço a vontade dos outros por extenso
pensando que faço o querer do meu ser.
E os outros, julgando-me de um querer pretenso,
e aquilo que querem querer contradizer,
estupidamente julgam que meu ser imenso
original se faz na vontade e no querer.
Não vêem pois (o nevoeiro é denso)
que aquilo que faço é o que me dizem para fazer.

Como muitos outros atravessei uma fase da poesia… tinha 16 anitos. Dos muitos maus escritos apenas um mantive comigo. Para bom entendedor meia palavra basta. A par desta modesta estrofe recomendo a leitura do seguinte:

Cogitações: Quebrar as correntes/algemas da ilusão I

Cogitações: Quebrar as correntes/algemas da ilusão II

7 Resposta a “O que se é….”

  1. Antonio Rebordao diz:

    Está excelente! Parabéns! Ainda não li os artigos que indicaste mas irei fazê-lo.

    Abraços e que a saga continue!

  2. Diogo diz:

    A nostalgia apodera-se de nós de vez em quando… o que é bom! Sinal de boas memórias e de bons momentos, como me parece ter sido aquele em que escreveste aqueles versos…
    Só mesmo o José Gil para os decifrar!
    Gostei.
    Um abraço, também ele nostálgico dos bons momentos passados, como uma caminhada algures na Lousã, estou agora a lembrar-me…

  3. Magda diz:

    acho que disseste nalgumas linhas o que o David Eduards precisou de 10 paginas para dizer. No entanto, acho que estão ambos certos, incluindo a conclusão dele…mas é dificil fazê-lo! ou será que não?
    Um beijinho

  4. Carlinha diz:

    no dia que publicares um livro, eu estarei lá!;)

  5. diz:

    netinho… fiquei emocionada… estes teus períodos de introspecção estão a apurar o sentido de escrita… realmente leva-nos a lembrar belos momentos de convívio.. como aquelas férias em la manga…ai..ai.. beijinhos fofos e abraços apertados de saudade

  6. Marcelo diz:

    Gostei do teu Blog. Parabéns.
    Tenho uma verdadeira paixão por conhecer a Austrália, por algum motivo, que eu não consigo perceber qual, sinto-me desde criança muito atraído por esse país / Continente. Por este motivo é sempre bom saber como é a realidade australiana vista através dos olhos de um conterrâneo.
    A propósito, de onde és? Pergunto porque embora eu seja do Porto a minha é família materna é de Coimbra e tem o sobrenome Grilo. Acho que é um sobrenome bastante incomum. Não?
    Um Abraço,
    Marcelo.

  7. Diogo diz:

    Alimenta o blog!!!

    Já lá vai algum tempo e não dizes nada para aqui!

    Uma fotos, do deserto australiano…

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